SAÚDE
Cigarro eletrônico afeta rins, aorta e sistema nervoso, revela pesquisa
   

Por Setor de Comunicação da URI Erechim
10/06/2026 16h50

O uso crescente de cigarros eletrônicos entre jovens tem preocupado autoridades de saúde em todo o mundo. Buscando compreender os efeitos dessas substâncias no organismo, um grupo de pesquisa, liderado pela Professora Dra. Fernanda Dal’Maso Camera, fisioterapeuta e pesquisadora, vem desenvolvendo estudos experimentais com ratos Wistar jovens, modelo amplamente utilizado para simular respostas biológicas humanas.

As investigações reúnem uma equipe multidisciplinar, o que permite uma análise integrada dos impactos sistêmicos do cigarro eletrônico. Os estudos contam com a participação da médica cardiologista e ecocardiografista Isadora Cominetti Bigolin; a médica patologista Daniela Augustin da Silveira; a professora e bióloga Silvane Souza Roman; o professor e farmacêutico Alexandre Umpierrez Amaral; o fisioterapeuta Elvis Wisniewski; a médica veterinária Gabriela Hommerding Loss Lara; os estudantes de Medicina da URI Diandro Amaral, Vitória Provin Fiacadore e Bárbara Cristina Gabrielle; e as mestres do Programa em Atenção Integral à Saúde Neiva de Oliveira Prestes e Luana Carla Zambon.

As pesquisas conduzidas pelo grupo têm demonstrado que a exposição ao cigarro eletrônico, mesmo em períodos relativamente curtos, pode gerar alterações significativas em diferentes sistemas do organismo. Segundo os estudos experimentais, os animais expostos ao vapor do cigarro eletrônico apresentaram alterações renais, neurocomportamentais, genitourinárias e na aorta. 

A pesquisa vai além do ambiente acadêmico: ela atua na educação e conscientização da população, fazendo cumprir o papel da ciência, ou seja, transformar evidências em conscientização. E é justamente nesse ponto que o trabalho da equipe se destaca, contribuindo para proteger a saúde das futuras gerações com base em conhecimento sólido e interdisciplinar.


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