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URI Agronomia aposta em microverdes como nova renda no agro |
Curso de Agronomia da URI incentiva produção de microverdes
O Curso de Agronomia da URI vem desenvolvendo pesquisas que podem gerar mais uma opção de renda na área do agronegócio. Trata-se da produção de microverdes, desenvolvida também em espaços urbanos. Os estudos, liderados pelo professor Paulo Sérgio Gomes da Rocha, fazem parte, inclusive, de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC), com o objetivo de otimizar as condições de cultivo em ambiente protegido. Especificamente, avaliar a qualidade da luz (intensidade luminosa e comprimento de onda).

(Estudos estão sendo desenvolvidos com diversas variedades de hortaliças - Foto: Ascom URI)
O conceito microverdes surgiu no Estado da Califórnia, na região oeste dos Estados Unidos, no final dos anos 80, quando o fazendeiro Lee Jones, a pedido do chefe de cozinha Charlie Trotter, o qual desejava ter à disposição na cozinha de seu restaurante plantas jovens, macias, resistentes e saborosas.
Segundo o professor Paulo Sérgio, “com o passar dos anos, os microverdes foram se popularizando e nos anos 90 foram introduzidos na culinária europeia impulsionados pelo prestígio da culinária californiana e pela necessidade de novos ingredientes na alta gastronomia”. Além disso, ressalta o professor, “os microverdes, que são colhidos entre 14 e 21 dias, apresentam alta concentração de fitoquímicos em sua constituição de tal forma que alguns deles podem alcançar até 40 vezes mais do que nos tecidos da mesma planta na fase adulta, ou seja, de pleno desenvolvimento”. Dentre os fitoquímicos, pode-se citar os polifenóis, carotenoides, glucosinolatos, clorofilas, antocianinas e vitaminas C, E e K.
Em síntese, pode-se afirmar que a elevada concentração de vitaminas e minerais nos microverdes, em comparação com os vegetais maduros, deve-se, principalmente, ao seu estágio de desenvolvimento inicial e a fatores ambientais controlados durante o cultivo, como, por exemplo, a luz.
Além disso, os microverdes são considerados como um alimento funcional e nutracêutico, ou seja, que oferece vários benefícios à saúde, além do valor nutritivo, desempenhando, portanto, um papel potencialmente benéfico na redução do risco de doenças crônicas.
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