ENSINO
Coordenador do Curso, Sergio Bigolin, destacou a importância do evento
   

Por Setor de Comunicação da URI Erechim
24/03/2026 15h57

O médico oncologista Gilberto Schwartsmann, de Porto Alegre, uma das maiores autoridades da medicina gaúcha e brasileira, ministrou na segunda-feira, 23, a Aula Magna do Curso de Medicina da URI Erechim. O evento, que teve lugar no Salão de Atos, reuniu estudantes, professores e convidados. 

A abertura do evento contou com apresentação cultural da Orquestra de Concertos de Erechim, sob regência de Bernardo Grings. Fundada em 1950, a orquestra, a mais antiga em atividade no Rio Grande do Sul, é reconhecida como Patrimônio Artístico, Cultural e Imaterial de Erechim, sendo presidida atualmente por Abraão Safro. 

O Coordenador de Medicina, professor Sergio Bigolin, realizou a acolhida ao público, destacando a importância da Aula Magna para os estudantes, professores, assim como para a Universidade e a comunidade regional. 

O conferencista, que atua na graduação e pós-graduação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, especialmente nas áreas de oncologia e farmacologia, destacou temas como juramento médico, confidencialidade e responsabilidade profissional a partir de experiências na prática clínica. A condição do médico como guardador de segredos foi relacionada à necessidade de preservação do sigilo e do cuidado com o paciente.

Relatos de vivências hospitalares foram apresentados para suscitar reflexões sobre dilemas éticos, incluindo situações envolvendo pacientes em fase terminal, reconciliações familiares e decisões em contextos de vulnerabilidade.

O médico, que possui uma atuação destacada na área cultural, destacou, ainda, que a escuta e a empatia são elementos importantes no atendimento, assim como a atuação em equipe e o reconhecimento de limites individuais diante de casos complexos. O conceito de cuidado também foi lembrado para além da cura, envolvendo acompanhamento e suporte ao paciente.

Mencionou, igualmente, os desafios contemporâneos da profissão, como a impessoalidade no atendimento e as exigências do sistema de saúde, associados à necessidade de manutenção de princípios éticos na formação médica.


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