SAÚDE
Idade, raça e escolaridade elevaram risco de morte por COVID grave
   
Maior risco: idosos, negros, indígenas e pessoas com baixa escolaridade

Por Setor de Comunicação da URI Erechim
10/02/2026 11h00

A egressa do Curso de Enfermagem da URI, Luiza Carolina Moro, em conjunto com sua orientadora, Professora Dra. Marciane Kessler e demais professores coautores, publicou nesta semana o artigo científico intitulado “Hospitalização e mortalidade por Síndrome Respiratória Aguda Grave na pandemia de COVID-19 e fatores associados”. O estudo foi divulgado na Revista Contexto & Saúde, da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUÍ), periódico com boa circulação nacional/regional.

A pesquisa teve como objetivo identificar os fatores de risco associados às hospitalizações e à mortalidade por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) durante a pandemia de COVID-19 na região da 11ª Coordenadoria Regional de Saúde do RS, que compreende 33 municípios. Foram analisadas internações entre janeiro de 2020 e agosto de 2021, período crítico da pandemia marcado pela ausência de vacinas contra a infecção.

Neste período foram registradas 2.543 hospitalizações por SRAG associada à COVID-19. Desses casos, 61% apresentavam uma ou mais comorbidades ou fatores de risco, como doenças cardiovasculares, respiratórias, renal, diabetes, imunodepressão, obesidade e outros. A prevalência de internações por SRAG associada à COVID com pelo menos um fator de risco foi maior entre mulheres, acima de 40 anos e com baixa escolaridade.

A análise estatística evidenciou que, pessoas hospitalizadas com 60 anos ou mais apresentaram risco de morte duas vezes maior em comparação aos indivíduos mais jovens. Pacientes das raças preta, parda e indígena tiveram 60% maior risco de óbito quando comparados aos brancos. Indivíduos com menos de doze anos de escolaridade apresentaram de 70 a 100% maior risco de morte em relação àqueles com ensino superior. Ainda, o risco de óbito aumentou progressivamente conforme o número de comorbidades, sendo 2,5 vezes maior entre pacientes com três ou mais fatores de risco, em comparação aos que não apresentavam nenhum.

A Professora Dra. Marciane Kessler, especialista em Epidemiologia, destaca que os resultados estão alinhados a estudos nacionais e de outros estados, evidenciando a influência dos determinantes sociais da saúde, que se tornaram mais visíveis na crise sanitária e humanitária provocada pela COVID-19. Ressalta ainda que, identificar grupos vulneráveis é essencial para orientar a gestão em saúde e fortalecer políticas públicas mais equitativas conforme os princípios do SUS.

Link da pesquisa na íntegra: https://www.revistas.unijui.edu.br/index.php/contextoesaude/article/view/15751 


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