Desembargador abre ano letivo da URI Erechim
Jayme Weingartner profere aula magna na URI

Por Setor de Comunicação da URI Erechim
16/03/2026 15h45

Estudantes, professores, egressos e convidados participaram, na noite de sexta-feira (13), da aula inaugural do Curso de Direito da URI Erechim. O encontro ocorreu no Salão de Atos e integrou a programação de abertura do ano letivo. O momento serviu também como recepção aos calouros e de integração entre a comunidade acadêmica.

A programação contou com a participação do desembargador Jayme Weingartner Neto, integrante da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, convidado para conduzir a palestra com o tema “Jurisdição Criminal: Experiências e Desafios”.

O magistrado destacou, inicialmente, o significado do encontro com os estudantes no início do ano acadêmico. Durante a exposição, o desembargador trouxe reflexões sobre a experiência de julgar casos criminais no Brasil e no Rio Grande do Sul, mencionando que o direito se desenvolve a partir das experiências e das demandas sociais. Nesse contexto, citou a reflexão do jurista norte-americano Oliver Wendell Holmes Jr.: “A vida do direito não tem sido lógica, mas experiência”.

Weingartner também mencionou processos de grande repercussão no Estado em que participou de julgamentos no tribunal, como o caso da boate Boate Kiss e o caso do menino Bernardo Boldrini, episódios que mobilizaram a sociedade e apresentaram desafios jurídicos relevantes.

Ao longo da palestra, também foram compartilhadas reflexões voltadas à formação dos estudantes de Direito, com incentivo à leitura, ao pensamento crítico e à responsabilidade ética no exercício das profissões jurídicas. “O direito não é apenas um conjunto de leis ou de códigos. Ele é uma forma de compreender a sociedade, as relações humanas e os conflitos”, comentou.

Ao final da palestra, o desembargador do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul reforçou orientações voltadas à formação acadêmica. “Estudar, ler bastante, cultivar a curiosidade, ter disciplina, ter ética e manter sempre essa dimensão humana do direito”, afirmou.

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